quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A fotografia no século XIX - técnicas presentes em nosso acervo fotográfico - parte III

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Conforme você leu no post anterior, houve um verdadeiro "boom" de técnicas fotográficas durante o século XIX, muitas das quais registraram a família, os amigos e os ambientes que cercaram Benjamin Constant. Nas imagens aqui reproduzidas, parte de nosso Acervo Fotográfico, existem muitos exemplares das técnicas testadas durante o século XIX. Veja abaixo um breve descritivo de cada uma delas:

Benjamin Constant em sala de aula: foto em albumina.

Albumina - inventada pelo francês Louis-Désiré Blanquart-Evrard (1802-1872) em 1850, sendo assim denominada porque empregava o albúmen - extraído da clara de ovos de galinha - como camada adesiva transparente destinada a fazer aderir os sais de prata fotossensíveis à base de papel. Foi o papel mais popular para a execução de cópias fotográficas até meados da década de 1890, quando foi definitivamente desbancado pelos papéis de prata gelatina.

Fotografia em colódio.

Colódio - um invento que em pouco tempo chegou a suplantar todos os métodos fotográficos existentes foi o processo do Colódio Úmido, de Frederick Scott Archer. Esse obscuro escultor londrino, com grande interesse pela fotografia, não estava satisfeito com a qualidade da imagem, deteriorada pela textura fibrosa dos papéis negativos, e sugeriu uma mistura de algodão de pólvora e éter, chamada colódio, como um meio de unir os sais de prata nas placas de vidro.

Foto feita com gelatina.

Gelatina - em setembro de 1871, um médico e microscopista Inglês, Richard Lear Maddox, publicou no "British Journal of Photography" suas experiências com uma emulsão de gelatina e brometo de prata como substituto para o colódio. O resultado era uma chapa 180 vezes mais lenta que o processo úmido, mas com o novo processo, aperfeiçoado e acelerado por John Burgess, Richard Kennett e Charles Benett, a placa seca de gelatina estabelecia a era moderna do material fotográfico fabricado comercialmente, liberando o fotógrafo da necessidade de preparar as suas placas. Rapidamente várias firmas passaram a fabricar placas de gelatina seca em quantidades industriais. Fabricantes britânicos como a Wratten & Wainwrigth e The Liverpool Dry Plate Co., em 1880, monopolizaram a fabricação de placas secas. Logo fábricas em todos os países passaram a imitá-los, até que em 1883 quase nenhum fotógrafo usava o material colódio.

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