quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Visitantes do ICOM em nosso Museu


O primeiro grupo de visitantes se aproximando da sede do museu para uma prévia apresentação.

Conforme avisamos aqui, a 23ª Conferência Geral do ICOM - Conselho Internacional de Museus - ocorreu em nossa cidade entre os dias 10 e 17 deste mês. Tivemos o prazer de receber dois grupos de participantes da conferência no dia 13, uma terça feira ensolarada e animada por aqui. Os visitantes fazem parte do DEMHIST - Comitê dos Museus Casas Históricas do ICOM - e a troca de experiências entre todos foi inevitável.

Nossa diretora, Elaine Carrilho, conduzindo um dos grupos para a visitação.

Uma miríade de faces, idiomas, conversas, perguntas, nacionalidades e outras características bem diversas preencheram nosso parque e nosso museu. Espanhois, italianos, franceses, russos, portugueses, holandeses e até nepaleses e guatemaltecos nos deram o prazer de sua visita e de suas observações sobre tudo o que viram. A visita também contou com a participação de diretores de outros museus casas do IBRAM - órgão do Ministério da Cultura ao qual somos afiliados - e também de museólogos e estudiosos de outros museus casas brasileiros, não afiliados ao IBRAM - o que só enriqueceu o encontro.

Um pequeno "receptivo" preparado para os visitantes.

Um dos grupos veio no período da manhã e também visitou o Parque das Ruínas e o Museu da República. O segundo grupo veio no período da tarde e já havia visitado o Museu da Maré, o Museu do Açude e o Museu da Chácara do Céu, finalizando seu roteiro em nossa unidade. Foram quase 80 pessoas que nos deram o prazer de sua presença e que, além da visita ao museu, também conheceram um pouquinho de nosso parque, principalmente o Canteiro Ecológico e o Mirante. Nossa equipe ficou bastante feliz em recebê-los e esperamos que todos também tenham apreciado a visita.

*Gostaríamos de agradecer especialmente aos seguintes profissionais visitantes por terem nos presenteado com catálogos, impressos e mídias de seus respectivos museus / We´d like to thanks specially the professionals visitors below, who gifted us with catalogs, folders and digital media from theirs museums:
Natalya Polenova - Vassily Polenov National Memorial - Museum of History and The Arts and Natural Reserve - Russia
Birendra Mahato - Tharu Cultural Museum & Research Center - localizado em Chitwan, Nepal
Roberto Andréu - Casa M.I.M.A. - localizada na Cidade da Guatemala, Guatemala

*** Um agradecimento especial à Ana Cristina Carvalho e à toda equipe do Acervo Artístico Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo, em especial, Chris Starr e Maria Teresa Muylarert Antunes que acompanharam os grupos, e Karin Magnavita de Carvalho pela organização das visitas.***

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A fotografia no século XIX -os primórdios - parte II

*Texto de Marcos Felipe de Brum Lopes, historiador

Leia a primeira parte deste post

O daguerreótipo não era apenas uma imagem fotográfica. Era uma encenação e uma exposição social. A placa de metal, depois que recebia a imagem, era colocada cuidadosamente num estojo adornado. O possuidor de um daguerreótipo poderia abrir o estojo sempre que tivesse uma visita em sua residência, mostrando uma imagem posada, altiva e imponente. Uma das características da fotografia do século XIX era que seus produtores, modelos e admiradores a tinham como espelho da realidade. O status necessário ao locus social da burguesia encontrara o lugar ideal para sua existência: a superfície de um daguerreótipo. O estúdio fotográfico era o santuário onde a magia acontecia, com seus cenários repetidores de um mundo externo que se reproduzia dentro de uma sala. Como descreveu a fotógrafa e socióloga Gisèle Freund, “o estúdio do fotógrafo torna-se assim no armazém de acessórios de um retrato onde, para todos os papeis sociais, são preparadas máscaras de caráter”.

Hércule Florence, pioneiro da fotografia no Brasil.

Já o calótipo abriu as portas à experimentação da fotografia como imagem de repetição. Talbot perseguiu três etapas da fotografia: exposição, fixação e reprodução. Ele foi o primeiro a publicar um livro com originais fotográficos, em 1844. O sugestivo nome da obra era "The pencil of nature" ("O lápis da natureza"), fazendo eco à afirmação de Daguerre de que a fotografia dá à natureza a capacidade de se reproduzir, com a diferença de que o calótipo permitia uma reprodução ao infinito. O calótipo produzia um positivo por contato, ou seja, o negativo era colocado num “sanduíche” de vidro e exposto à luz solar em contato com um papel salgado.

Toda a história que leitor acaba de conhecer ocorreu entre os anos de 1826, com Niépce, e 1844 com o livro de Talbot. França e Inglaterra monopolizam a invenção da fotografia. Ou será que não...?

O que o leitor diria se afirmássemos que a fotografia foi descoberta no Brasil? Mais: a fotografia foi descoberta no interior do Estado de São Paulo, por um francês de uma expedição científica russa. Seu nome era Hércule Florence, desenhista e riscador da Expedição Langsdorff, patrocinada pelo governo russo. Depois de finda a expedição, que permaneceu no Brasil de 1824 até 1829, Florence veio a morar em Campinas, quando esta ainda se chamava Vila de São Carlos.

Fotografia feita por Florence no interior do Brasil.
Fonte: http://8a2-historiadafotografia.blogspot.com.br

Florence tinha ansiedades similares às de Talbot, pois, como desenhista naturalista, precisava reproduzir com fidelidade o que via com olhos científicos. Em condições sempre transitórias típicas de expedições, deveria gastar o menor tempo possível com seus desenhos. Somando a isso seus conhecimentos das propriedades sensíveis à luz de certos elementos químicos, Florence começou a experimentar e acabou desenvolvendo algo que chamou de fotografia. Vale o registro: durante muito tempo o neologismo foi atribuído ao filósofo britânico John Herschel, que teria cunhado o termo "photography" em 1839. Ocorre que Hercule Florence, em 1834, utilizou a mesma palavra para descrever as imagens que produzia precariamente no interior do Brasil.

Em que consistia o processo fotográfico de Florence? Em primeiro lugar, o francês teria tentado um processo parecido com o de Daguerre: uma câmera obscura e um papel sensibilizado dentro dela. Devido a precariedade de sua câmera, que permitia a entrada desmesurada de luz, Florence decide abandoná-la e passa a utilizar a impressão direta da luz solar. Imagine o leitor um papel banhado em nitrato de prata; um pedaço de vidro em que Florence desenhava com tinta preta (uma mistura de goma arábica e fuligem socada). Florence então posicionava o vidro sobre o papel e expunha ambos à luz solar. As partes pintadas do vidro não permitiam a passagem da luz, ao passo que os raios luminosos que passavam pelas áreas transparentes do vidro produziam uma imagem no papel sensível. Finalmente, a imagem era fixada mediante um curioso banho de urina, já que a amônia era um eficaz fixador. A esse processo Florence, um inventor no exílio, denominou-o como fotografia.

Ilustração de índio Apiaká, datada de 1828, feita por Hercule Florence
no âmbito da Expedição Langsdorf.
Fonte: http://pib.socioambiental.org

Hércule Florence não obteve sucesso junto à comunidade científica para divulgar suas descobertas. Concomitantemente Daguerre recebia aplausos e dinheiro do outro lado do Atlântico. Numa roda de amigos, Florence recebe a notícia recentemente publicada no Jornal do Commércio, de que a fotografia teria sido descoberta. O que não era novidade alguma para ele foi descrito ironicamente pelo inventor frustrado e exilado: “... sabe do belo descobrimento que acaba de fazer-se? Oh! É admirável! Um pintor de Paris achou o meio de fixar as imagens na câmera escura. Li isso no Jornal do Commercio! Ele coloca no seu interior uma placa de prata, impregnada de um sal que muda de cor, pela ação da luz, e chegou até a obter duas ou três cores”.

Vê o leitor que o Brasil tem seu lugar nesta história plural e de episódios superpostos. Os franceses do século XX não se alegraram com a divulgação, nos anos 1970-1980, das descobertas de Florence, há muito esquecidas e resgatadas pelo historiador e fotógrafo Boris Kossoy. O Brasil não poderia retirar da Europa a honra de ser o berço da fotografia, pensavam os franceses. As histórias das fotografias são um bom exemplo de que a História não é um consenso, tampouco mera narrativa do passado, mas um campo de disputa e conflito, de rememorações e silenciamentos. Não se pode obter uma única e unívoca fotografia do passado.

Clique aqui para ler o próximo post desta série: as técnicas

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A fotografia no século XIX - os primórdios - parte I

*Texto de Marcos Felipe de Brum Lopes, historiador

Para alguns, uma arte, para outros, algo não muito mais do que um espelho da realidade. Seja qual for o julgamento, a fotografia tem mais de 170 anos de vida oficial. Durante este tempo, viu-se a transformação dos atos fotográficos demorados e aparelhos gigantescos, em “clics” instantâneos e mini câmeras. Se fossemos narrar todo esse tempo, essas poucas linhas certamente não bastariam. Além do mais, história e narrativa não são, necessariamente, a mesma coisa. Afinal de contas, o que tem a ver a fotografia com a história?

A principal foto da família Botelho de Magalhães foi feita com a técnica da Albumina.

Como muitas invenções e produções humanas, a fotografia não tem apenas uma história, mas várias. A palavra “fotografia” significa “escrita com a luz”. Ela foi empregada pela primeira vez na década de 1830. Desde pelo menos a primeira metade do século XVIII, a partir dos estudos do alemão Johann Heinrich Schulze, sabia-se que os sais de prata eram sensíveis à luz (tais sais comporiam a superfície das fotografias) e que se poderiam escrever caracteres por intermédio da luz. Na verdade, o problema dos experimentadores não era fazer com que a luz “queimasse” e modificasse a cor dos sais de prata sobre uma superfície, mas sim fazer com que a imagem resultante fosse fixada, ou seja, não escurecesse e, assim, desaparecesse por completo. Se considerarmos este dado, poderíamos sugerir que o principio fotográfico já estava presente na cultura científica europeia cerca de 90 anos antes de seu nascimento oficial. Isto nos sugere que a fotografia foi mais um resultado de uma conjuntura cultural do que um produto instantâneo de uma mente genial.

Tal perspectiva põe em xeque nossa datação inicial e oferece outros nomes na busca por um inventor da fotografia. O francês Nicéphore Niépce, com dificuldades para obter pedras para suas tentativas litográficas, pensou em usar metal e luz solar, obtendo o que se considera ser a primeira fotografia da história, em 1826. O autor batizou sua imagem de heliografia, aludindo ao verdadeiro produtor da imagem, ou seja, ao sol. Niépce, entretanto, morreu na miséria em 1833. Entre este ano e o de 1839, o também francês Louis Daguerre, um pintor de talento mediano, firmou parceria com Isidore, filho de Niépce, para a exploração da invenção. Como homem astuto e ambicioso, Daguerre soube fazer da invenção algo rentável, recebendo reconhecimento público e financiamento do governo francês.

A primeira foto de Niépce.

O processo fotográfico desenvolvido por Daguerre consistia numa câmera obscura equipada com uma placa de metal, sensibilizada com sais de prata. Um orifício na câmera permitia a entrada de luz, controlada por um obturador. Assim, o autor da imagem determinava o tempo de exposição da placa, ou seja, por quanto tempo a superfície banhada nos sais receberia ação da luz.

Em 1839, numa sessão da Academia de Ciências, o Estado Francês adquiriu a invenção e a tornou pública para a livre iniciativa. Como Niépce já havia sido esquecido, o novo processo de produção de imagens foi batizado em homenagem ao seu novo inventor, passando a se chamar daguerreótipo. François Arago, secretário da Academia, apresentou ao público os benefícios artísticos e científicos que a fotografia poderia proporcionar. Por sua vez, Daguerre buscava investidores com frases de efeito, como esta emitida em 1838: “O daguerreótipo não é apenas um instrumento que serve para retratar a natureza, (...) [mas] dá a ela a capacidade de reproduzir-se”. Enquanto isso...

Louis Daguerre.

...O britânico William Henry Fox Talbot fazia também seus experimentos. Como não conseguia reproduzir em desenhos as cenas que gostaria de registrar, iniciou uma busca por um mecanismo de apreensão do mundo visível. Inventou e patenteou um processo de fotografia sobre papel, inaugurando o sistema negativo-positivo. Descrito publicamente em 1839 e patenteada em 1841, o processo ficaria conhecido como "calótipo". O leitor atento já deve ter captado uma das diferenças capitais entre o calótipo (ou "talbótipo", em homenagem ao seu criador) e o daguerreótipo. O sistema negativo-positivo possibilita a reprodução do original, ao passo que o processo de Daguerre produz uma imagem única, pois era um positivo direto. Ainda que diferentes, ambos os processos tinham suas funções sócio culturais.

Leia a segunda parte deste post...

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

23ª Arte de Portas Abertas em Santa Teresa

A artista Regina Marconi criou "Flores progressivas", que vem espalhando pequenos bouquets
floridos desde a entrada no museu até o busto de Benjamin Constant.

Evento super tradicional em Santa Teresa - e em todo Rio de Janeiro! - esperado e aguardado por muitos, o Arte de Portas Abertas deste ano ocorrerá no próximo fim de semana, nos dias 17 e 18 de agosto. Já em sua 23ª edição, a mostra se estende pelos ateliês dos artistas do bairro - que são muitos e com produções bastante variadas - além dos centros de cultura, lojas, bares e restaurantes. E nosso museu, mais uma vez, abre seu parque para abrigar as instalações de sete artistas plásticos.

Um varal de "telas" com flores pintadas é a proposta que Édson Silveira criou
com os alunos da Escola Especial Francisco de Castro para o evento.

O evento que tem lugar em nosso parque chama-se "Caminhos das Flores" e conta com o talento dos artistas Ascensión Chanqués, Deborah Costa, Dony Gonçalves, Edson Silveira, Mirian Miranda, Regina Marconi e Vanda Martins que, inspirados pela natureza de nossa área verde e pela beleza das flores, criaram variados trabalhos que utilizam materiais diversos como lonita, plástico, tecido e metal. A alameda principal conta com a exposição da maior parte dos trabalhos e na alameda de entrada das trilhas do parque está a instalação "Caminha das Flores" - criada pelos alunos da Escola Especial Francisco de Castro sob orientação de Édson Silveira.

Aos pés de uma de nossas palmeiras imperiais, Dony Gonçalves criou "Flores de Laura".

A novidade é que já inauguramos a mostra no último sábado - e ela segue até o final do mês de setembro. Não deixe de checar também no site da Chave Mestra - Associação de Artistas Visuais de Santa Teresa, que organiza o Portas Abertas - alguns outros pontos de exposição, inclusive fora do bairro de Santa Teresa, como o Campo de Santana e o Centro de Artes Calouste Gulbekian.

Não perca!

Serviço:
23º Arte de Portas Abertas
Dias 17 e 18 de Agosto de 2013, das 11h às 18h

Exposição "Caminho das Flores"
Parque do Museu Casa de Benjamin Constant
De segunda a domingo das 8h às 17h
Até 29 de setembro de 2013

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Novidade no parque: cerca viva


A nova cerca viva marcada em vermelho tracejado. Clique para ver maior.
Estamos sempre pensando em formas de criar mais beleza, funcionalidade e segurança para os visitantes de nosso parque e, no mês de julho, nosso colaboradores responsáveis pela manutenção do parque, Henrique Florêncio e João Oliveira criaram uma cerca viva bem em frente ao museu casa. Protegendo uma calha e uma mureta próximas a um declive acentuado, as plantas ficaram harmoniosas e também resguardadas por uma proteção feita com bambu retirado do próprio terreno do museu, num belo exemplo de aproveitamento de recursos naturais para uma pequena necessidade interna: ou seja, sustentabilidade na prática!

Detalhe da cerca viva na base do, também novo, painel sobre Benjamin Constant,
que faz parte de nossa Exposição de Percurso.

Escolhemos o "Falso Íris" (Neomarica caerulea) para compor a cerca, visto ser esta uma espécie de folhagem muito bonita, em leque, com flores azuis que aparecem esporadicamente. É uma planta apropriada para canteiros, maciços ou bordaduras, e que sobrevive bem a pleno sol ou à meia sombra, como é o local onde foi plantada.

Outra visão do novo renque de plantas.

Três paineis de nossa nova Exposição de Percurso estão localizados à frente da bordadura verde, o que só valoriza o visual. Venha conhecer!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

23a Conferência Geral do Conselho Internacional de Museus – ICOM


O Rio de Janeiro está mesmo no mapa dos grandes eventos mundiais deste ano: além de já ter sido cidade participante da Copa das Confederações e sede da Jornada Mundial da Juventude - evento da Igreja Católica - neste mês a cidade sediará também a 23a Conferência Geral do ICOM - Conselho Internacional de Museus. As principais reuniões ocorrerão na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, no período de 10 a 17 de agosto, mas diversos eventos espalhados pela cidade ocorrerão simultaneamente.

A sede da UNESCO em Paris, onde fica a sede do ICOM.

Explicando: o ICOM é uma Organização Não Governamental (ONG) internacional, que objetiva trabalhar para a sociedade e seu desenvolvimento através da conservação e proteção de bens culturais. Sua sede fica em Paris, na França, mas a organização congrega quase trinta mil membros de 137 países e territórios. Articulados na forma comitês, estes membros são, em geral, especialistas em museus e museologia. Criado em 1946 e funcionando na sede da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura), o ICOM é a única organização internacional que representa museus e seus profissionais auxiliando-os a preservar, conservar e compartilhar a herança cultural de praticamente todo o globo. Ufa! Não é pouca coisa, não?

Um dos encontros da última conferência geral, realizada em 2010 em Xangai, na China.

A Conferência Geral ocorre a cada três anos e nela são discutidas inúmeras propostas, teses e temas pertinentes à área, apresentados estudos, relatórios e novidades, realizados cursos de curta duração e palestras com renomados especialistas, feitas visitas aos museus e espaços culturais da cidade sede, além de lugares onde, tradicionalmente, se apresentam suas manifestações culturais - das mais novas às mais tradicionais, entre outros inúmeros encontros e eventos. Trata-se de uma verdadeira miríade de conhecimentos fluindo entre os participantes, entre eles, além dos museólogos, estudantes, historiadores, pedagogos, experts em arte, arquitetura, arqueologia, educação, antiguidades, entre outros, e toda uma enorme gama de profissionais ligados direta ou indiretamente ao patrimônio cultural da humanidade.

A temática deste ano é "Museus: Memória + Criatividade = Mudança Social". Será na verdade uma grande "feira cultural", contando com a participação de gente de todas as partes do globo reunida em um só lugar. E num dos roteiros programados consta uma visita a nosso museu por parte dos integrantes do DEMHIST - Comitê dos Museus Casas Históricas. Contaremos tudo como foi logo após nossa recepção aos visitantes. Aguarde!