segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Fim de ano

Convite para a intervenção artística "Amor,", realizada entre novembro
e dezembro deste ano, em parceria com o Museu da República.

É chegado o final do ano, época de muitas festas, muitas comemorações e, ao fim de tudo, em todos nós, um momento de revisão sobre o que temos feito e também sobre o "futuro imediato" - aqui pensado como "o depois de amanhã", logo ali, no próximo dia 1º de janeiro - o que faremos?

Falando de nosso blog - e, consequentemente, de nosso museu - olhando para o ano de 2013 podemos relembrar dos posts que continuaram a comemoração de nossos 30 anos, completados em outubro de 2012, e levados à frente no mundo virtual até o último mês de setembro (veja aqui o último post desta "comemoração virtual"). As notas publicadas com fundo azul lembravam da comemoração, e nelas destacamos nosso acervo museológico, documental e bibliográfico, o por quê de sermos considerados "A Primeira Casa da República", a vida de Benjamin Constant no "Instituto dos Meninos Cegos" - hoje o reconhecidíssimo Instituto Benjamin Constant - e até uma pequeno passeio pelos primórdios da fotografia, mostrando um bocado de nosso acervo do gênero, um dos bons de nosso país.

Benjamin Constant e seus alunos no Instituto dos Meninos Cegos, ainda na
sede da Praça da República: resgate fotográfico e histórico de nosso blog.


Além destes "destaques dos destaques", é preciso lembrar de notas importantes ou curiosas que também nos deram muito prazer em publicar - e perceber o retorno do público a respeito. Nesta categoria temos "Noel positivista", em fevereiro - onde recuperamos uma canção feita pelo famoso compositor, que falava sobre a doutrina filosófica que nosso patrono trouxe ao país - o charme dos leques do XIX em abril, o evento de lançamento da Rede de Cultura de Santa Teresa, dentro da Semana de Museus, ocorrida em maio - em parceira com o Museu da Chácara do Céu - a Conferência do ICOM (e a visita de seus membros), em agosto, o lançamento do livro "1889" de Laurentino Gomes, em setembro, o início da série sobre a "A3P - Agenda Ambiental da Administração Pública" - em outubro - que continua em 2014 - e os posts sobre a intervenção artística "Amor,", realizada agora em novembro e dezembro em nosso museu, em parceria com o Museu da República. Como esquecer de citar também nossa primeira participação na campanha Outubro Rosa (em outubro, claro), e dos "Consolidadores da República", justamente lembrados por nosso historiador Marcos Lopes bem no 15 de novembro? Ufa! Listando assim, é muita coisa, não é?

E, é claro, houve muito mais. Cada um com sua preferência - história, ecologia, sustentabilidade, século XIX, entre outros temas de que falamos por aqui - acreditamos que muita gente tem curtido este espacinho virtual que estende e divulga um pouco mais de nosso trabalho para a comunidade maior, que frequenta a grande rede.

Visita dos membros do ICOM em agosto: momento importante da museologia no país.

Olhando para 2014, muito há por vir: no mundo virtual, continuando nossas postagens com destaques de nossas coleções, histórias que vamos pesquisando e esclarecendo sobre tudo o que circunda nosso patrono e sua antiga residência e sobre o que acontece em nosso museu casa e em nosso parque, seja no dia a dia, seja em eventos, há sempre muito a destacar. No mundo dito "real", muitas novidades programadas e ainda por programar: todas elas esclarecidas e divulgadas por nossos canais virtuais: nosso blog, nosso twitter e nossa Fan Page no Facebook. Confira-os sempre!

No fim das contas, o que temos a fazer é mesmo concluir com um grande agradecimento a você que nos visita sempre para saber o que anda acontecendo de novo por aqui: pode ser uma nova flor em nosso parque, uma nova forma de apresentar o acervo, ou até mesmo um novo jeito de contar a história! O bom é mantermos este contato sempre, e aumentarmos nosso círculo de amizades virtuais de modo a estabelecermos TROCAS ainda melhores, maiores e mais intensas. Obrigada!

A você, nossos desejos de um FELIZ NATAL e de um FELIZ 2014, com muita luz e muita paz.

Grande abraço,

Equipe Museu Casa de Benjamin Constant

Nota Importante: nosso blog entra em recesso hoje, 23/12, e retorna na semana do dia 6/01.

E o 'Amor' vence!

Finalizamos nossa enquete sobre a inclusão da palavra "AMOR" em nossa bandeira e estamos publicando seu resultado. Foram poucos votos mas, percentualmente, dá para perceber que a maioria quer, sim, ter "mais amor" em sua bandeira. Veja:

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A Agroecologia: pensando no todo

A agricultura familiar é incentivada pela agroecologia.

Apesar de bastante semelhante à Agricultura Orgânica, apresentada em nosso post anterior, a Agroecologia é mais recente e totalmente baseada nos pressupostos sustentáveis, quais sejam "ser socialmente justa, culturalmente aceita, economicamente viável e ecologicamente correta. A agroecologia não funciona de forma isolada, mas sim como uma ciência que agrega conhecimentos de outras ciências, além de saberes populares e tradicionais, provenientes das experiências de agricultores familiares de comunidades indígenas e camponesas.

Canteiros circulares são uma técnica de Permacultura bastante utilizada pela agroecologia.

Segundo a Wikipedia, a palavra "agroecologia" foi utilizada pela primeira vez em 1928, com a publicação do termo pelo agrônomo russo Basil Bensin, e seu entendimento enquanto "ciência" coincide com uma maior preocupação com a preservação dos recursos naturais que começa já nos anos 60 e anos 70. Garantir a preservação do solo, dos recursos hídricos, da vida silvestre, dos ecossistemas naturais, e assegurar que todos possuam o alimento, pode ser um resumo do que é, na prática, a agroecologia. É preciso destacar que, além de envolver o plantio sustentável das espécies, esta ciência também atua diretamente na organização social e no estabelecimento de novas formas de relação entre a sociedade e a natureza.

Em franca expansão, a agroecologia é divulgada e promovida por ONGs, centros de pesquisa e universidades. E, ainda que seja diferente de sua "irmã mais velha" - a agricultura orgânica - é claro que ambas bebem na fonte das pesquisas agrícolas que têm como norte a sustentabilidade.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Você sabe o que é Agricultura Orgânica?

O apelo dos orgânicos nos mercados.

Você se lembra como foi "ecológica" a comemoração do aniversário de nosso museu neste ano? Pois é, no post que fizemos a respeito falamos sobre como aprendemos durante o evento daquele dia, e hoje trazemos pra você um pouquinho disso.

Uma das coisas que aprendemos foi a respeito da Agricultura Orgânica: a agricultura orgânica - ou Agricultura Biológica - já é praticada há muitos anos pelos produtores rurais que não concordam com o uso de pesticidas e fertilizantes químicos (geralmente tóxicos), nem de organismos geneticamente modificados, nem tampouco de técnicas artificiais de modificação do solo (para torná-lo mais produtivo), além de outros diversos expedientes desenvolvidos para "tirar o máximo" de determinada região utilizada para plantio. O respeito ao solo, às características das espécies cultivadas, ao clima da região, ao ecossistema biológico que se forma ao redor de uma plantação e, enfim, aos ciclos naturais que regem uma área destinada ao cultivo de alimentos, é a base desta (quase) "filosofia" de cultivo agrícola. Para quem a pratica, há diversos expedientes naturais para combater pragas, para tornar o solo mais fértil, para renová-lo e fazer com que o espaço continue produtivo e saudável.

Respeitar o solo: base da agricultura orgânica.

Segundo quem pratica a agricultura orgânica, a ênfase deve ser dada ao solo. A ideia é a de que os alimentos cultivados em um solo saudável, mantido sem o uso de fertilizantes e pesticidas químicos, têm qualidade superior a de alimentos ditos "convencionais". Diversos países já adotaram programas e padrões para a regulamentação e desenvolvimento desta atividade. A utilização de adubo orgânico e "verde", a rotação de culturas, a compostagem e o controle biológico de pragas e doenças são práticas desta modalidade de agricultura, que pressupõe ainda a manutenção da estrutura e da profundidade do solo. Diretamente relacionada ao desenvolvimento sustentável, esta forma de cultivo tem recebido adeptos que se colocam contra a produção em massa de alimentos e valorizam a qualidade de vida de quem consome seus produtos, cuja produção respeita o solo, o ar, as matrizes energéticas e, principalmente, o ser humano.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Comissão A3P - Um pouco mais sobre ações realizadas e o canteiro ecológico - Parte III


Conforme esclarecemos neste post, nosso servidor Henrique Florêncio é o representante titular da Comissão A3P em nosso museu. E, conforme este outro post - no aniversário de nosso museu - Henrique esclareceu um pouco mais sobre as ações executadas em função do compromisso com a agenda do Ministério do Meio Ambiente, muitas delas que têm lugar em nosso Canteiro Ecológico. Assista:


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Um novo "ícone pop"

Peças do estilista Gilson Martins que, há muitos anos, já percebeu a força das cores e formas de nossa bandeira.

Destacada nas manifestações que tomaram conta do país em meados deste ano - muitas delas dominadas por jovens - nossa bandeira nacional, ao que parece, "virou moda". Usada como "escudo", "bandeira branca", "capa" e muitas vezes replicada nas mídias sociais, segundo reportagem da "Revista Domingo" do "Jornal O Globo", nosso símbolo nacional nunca foi tão usado pela população. De "combinação cafona", em razão de seu verde e amarelo muito vivos, foi alçada à categoria de "item fashion", para ficar com apenas uma das expressões que a descrevem no momento.

Capa para celular fabricada no exterior!

Os motivos pelos quais esse verdadeiro "ressurgimento" da bandeira aconteceu, estão sendo debatidos por sociólogos e intelectuais, mas uma coisa é certa: antes usada apenas em "momentos patrióticos", como nas épocas das Copas do Mundo, o pendão verde-amarelo agora estampa de bolsas a pequenos móveis, de chinelos a capas para telefones celulares. O tal "modismo" vem um tanto da percepção de estilistas, designers e outros criadores de que nossas cores vendem, mas também de que há um certo "orgulho de ser brasileiro" no ar.

Já de olho na movimentação de torcedores durante a Copa, maleta com as cores nacionais.

E não são apenas as cores: compare-se o desenho de nossa bandeira com a de inúmeras outras nações e veremos o quão singular ela é. A esmagadora maioria das bandeiras de pátrias de todos os cantos do planeta utiliza faixas, horizontais ou verticais, para representá-los. Algumas poucas possuem símbolos bastante significativos. Outras, apresentam armas e brasões. Mas mostrar o céu, com direito a posicionamento das estrelas num determinado instante, nenhuma das demais.

Brigadeiros muito especiais de Fabiana D´Angelo.

Talvez seja apenas um mísero momento nos séculos e séculos que tivemos e que teremos como nação: uma "tendência" como tantas outras, reforçada aqui e ali por momentos importantes na política ou nos esportes. Mas o certo é que deixamos de ter vergonha de nossa bandeira que passa à categoria de mais que um símbolo nacional: virou um verdadeiro "ícone pop".
Agora, até a geladeira pode ser patriótica!

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E você? Já votou na nossa enquete?


O amor deve estar na bandeira?
Sim
Não