quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Comissão A3P - Um pequeno balanço- Parte IV

Os servidores Henrique e Mercia (de pé), principais membros da Comissão A3P
em nosso museu, em um treinamento sobre o assunto.

Em uma reunião realizada em nossa sede administrativa neste mês, foi feito um pequeno "balanço" das ações da Comissão A3P de nosso museu e de como seria possível avançar ainda mais. Com a participação da direção e dos servidores membros da comissão - Henrique Florêncio e Mercia Freire - o exercício de reflexão e de avaliação do que foi realizado até aqui foi bastante proveitoso.

Mercia iniciou a conversa colocando que, apesar de todos os objetivos já alcançados, é preciso avançar mais na implantação da A3P, no sentido de se produzir mais atividades de sensibilização da equipe interna e também da comunidade/entorno do museu, ao que a direção esclareceu que é preciso estruturar as ações educativas em curso em nossa unidade para que tal possa ser realizado.

Nossas lixeiras da coleta seletiva: além de tudo feitas com bambus de nosso parque, economizando materiais e transporte.

Já Henrique destacou a proximidade da implantação da Política da Logística Reversa, preconizada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS – da qual a A3P faz parte. Em resumo, esta diretriz preconiza que “todas as entidades (indústrias, comércio, governo, etc.), devem reutilizar ou absorver os resíduos que geram/produzem” e, neste ponto, já avançamos bastante, tendo em vista nossa composteira, que reaproveita resíduos de nosso parque de nossa cozinha. A diretriz deverá ser praticada de forma global até o final de 2015 e nosso museu já está bem à frente neste particular.

Nosso Canteiro Ecológico, inaugurado no ano passado, onde práticas sustentáveis são demonstradas aos visitantes.

Verificou-se que várias das propostas de ação previstas no Plano de Trabalho assinado entre o IBRAM e o Ministério do Meio Ambiente ainda em 2012, quando do adesão de nosso órgão à A3P, já foram plenamente postas em prática, tendo como destaque:

  • A extinção de todos os copos descartáveis;
  • A redução drástica do uso das toalhas de papel descartáveis da cozinha;
  • A implantação da coleta seletiva em todas as áreas, com criação de lixeiras em material sustentável - bambu - extraído de nosso próprio parque - economizando desta forma o transporte de materiais, o que economiza Co2;
  • A troca de mais de 90% das lâmpadas por lâmpadas econômicas.

Entre sugestões e ideias para dinamizar e expandir as atividades da comissão, ficaram acertadas as seguintes ações de curto prazo, já previstas no Plano de Trabalho do IBRAM, para acontecerem até 2017:

1 – Realização de pesquisa/diagnóstico interno, através de questionário, com o objetivo de levantar o que pode ser desenvolvido para gerar reduções do impacto das atividades cotidianas;

2 – Realização de sensibilização interna com o novo grupo de profissionais de limpeza do museu;

3 – Estabelecimento de sub comissões A3P com designação de pequenas tarefas que gerem economias de recursos e uma maior sensibilização da equipe do museu.


Após tais ações estarem plenamente efetivadas, novas ações serão elencadas e implementadas de modo a atingir as metas previstas no Plano de Trabalho assinado entre o IBRAM e o Ministério do Meio Ambiente em 2012.

***

IMPORTANTE 
Nosso blog entrará em recesso durante o mês de março.
Voltaremos com nossos posts no próximo mês de abril. Até lá.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Como fazer Calda Bordalesa?

Para quem tem um pequeno jardim ou uma pequena horta, vale a pena aprender a fazer a Calda Bordalesa em casa. Fungicida natural que age contra a chamada "ferrugem" dos caules, contra o "cancro cítrico" (causado pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv. citri.), contra a "vassoura de bruxa", que ataca os cacaueiros - e é causada por um fungo - entre outras pragas, a Calda Bordalesa é simples de fazer e de aplicar. Foi outra das boas receitas utilizadas em Agricultura Orgânica que o produtor rural, Sr. Alexandre Lopes, nos ensinou em sua oficina no último aniversário de nosso museu. Confira o vídeo:



Para registrar - a Calda Bordalesa é feita com:
50 g de sulfato de cobre
50 g de cal virgem
(medida aproximada pois sempre há perda durante o processo)
Deve-se utilizar luva e máscara protetora para manusear estes ingredientes e também a calda.
Coloca-se cada um dos materiais em um tecido de algodão, faz-se uma trouxinha e pendura-se dentro de um vasilhame plástico com água, deixando as substâncias filtrarem lentamente. Retira-se as trouxinhas, e a calda está pronta!

Note que o Sr. Alexandre também citou a Calda Sulfocáustica, um outro fungicida feito com enxofre e cal virgem. Esta, no entanto, deve ser feita e utilizada na mesma hora, diferente da Calda Bordalesa que pode ser guardada para posterior aplicação.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Acervo: máquina de datilografia

A máquina de escrever que pertenceu a Amilcar Botelho de Magalhães, sobrinho de Benjamin
Constant: um exemplar antigo de um artefato pouco conhecido pelos jovens de hoje em dia.

Microcomputadores, notebooks, celulares, tablets: o verdadeiro "arsenal" de equipamentos de comunicação atual - também utilizados para registrar textos de qualquer tipo - não permite aos mais novos sequer imaginar que, em passado não muito distante, nos utilizávamos de máquinas de datilografia, mecânicas ou - um tremendo avanço! - elétricas... Muitos jovens sequer viram uma delas em suas vidas. E, em nosso museu, temos um exemplar cheio de história para contar.

A máquina de braille de nosso acervo: note as diferenças e as semelhanças com a máquina de datilografar.

Ela está no que seria o escritório de nosso patrono, Benjamin Constant. Não é da época dele, pois as primeiras máquinas datilográficas utilizadas no país foram importadas em 1912 pelo Jornal do Brasil. O Professor Benjamin Constant escrevia a bico de pena, assim como seus alunos. Já seu sobrinho, Amilcar Botelho de Magalhães, utilizou-se desta peça em seu trabalho junto à Comissão de Proteção aos Índios, na segunda gestão de ninguém menos que o Marechal Candido Rondon - que foi aluno e discípulo de Benjamin Constant. E desta forma recebemos a máquina de escrever (outra denominação da peça) exposta em nosso museu casa.

O escritório do Professor Benjamin Constant - que escrevia a bico de pena - e duas máquinas
de escrever: com alfabeto braille, em primeiro plano, e a comum, ao fundo.

Trata-se de uma máquina fabricada pela norte americana da Royal Typewriter CO. INC., de Nova York. Com corpo de metal pintado em preto, e uma tecnologia ainda bem antiga, estima-se que sua fabricação ocorreu por volta da década de 30 do século XX. É interessante notar algumas semelhanças com a Máquina de Braille, exposta no mesmo ambiente, que foi doada a nosso museu por Maria Renda da Silva, ex-aluna do Instituto Benjamin Constant. Teclas, alavancas e papel eram comuns a ambas. E a finalidade também, a mesma: registro de textos, sendo que uma delas registrava o texto na linguagem dos deficientes visuais, o Braille.

É enfim uma feliz coincidência que você pode ver em um dos cômodos de nosso museu casa: como a humanidade avançou na tecnologia de escrever/registrar em papel, em relativamente breve espaço de tempo: do bico de pena ao teclado.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

História: como foi criado o Museu Casa de Benjamin Constant? - 3ª parte

Placa histórica com inscrição do título de "Fundador da República Brasileira" atribuído a Benjamin Constant.

Neste post destacamos alguns ideais de nosso patrono que contribuíram para que ele fosse entronizado como heroi nacional e de como, neste processo, a casa histórica foi sendo o ponto de apoio para a lembrança de seu nome.

"Ser um herói não estava entre os planos de Benjamin Constant. Mais de uma vez sinalizou que recusaria ser o líder máximo do governo, deixando claro que não disputaria as eleições para Presidente da República, caso fosse indicado para a corrida eleitoral. Esse é um dos indícios de que Benjamin nunca desejou estar na mira de holofotes.

Sua militância, se podemos usar a palavra, era a ciência e a educação. Benjamin Constant tinha um objetivo pessoal que levou consigo durante seus dois últimos anos de vida: reformar o ensino no Brasil. Certa vez afirmou que “o engrandecimento da República repousa essencialmente sobre a educação”. Muito se esforçou para isso, recusou trabalhos que poderiam lhe trazer prestígio e antes de morrer conseguiu submeter o projeto de reforma do ensino público brasileiro. Porém, a vontade individual é, não raro, sobrepujada pelo triunfo da vontade coletiva e, nesse caso, política.

O título de Fundador da República, outorgado a Benjamin pelo Congresso Nacional dois dias após seu falecimento, e também registrado nas Disposições Transitórias da Constituição de 1891, a primeira da era republicana, coroou o que o historiador Renato Lemos chamou de entronização de Benjamin no panteão de heróis nacionais.

Além do título, a Carta previu o destino da última residência do homenageado: 'O Governo federal adquirirá para a Nação a casa em que faleceu o Doutor Benjamin Constant Botelho de Magalhães e nela mandará colocar uma lápide em homenagem à memória do grande patriota - o fundador da República' (Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, Disposições Transitórias, Artigo 8º, 24 de fevereiro de 1891)


O trecho é precedido pela oferta do governo de uma pensão vitalícia a D. Pedro II que, 'a contar de 15 de novembro de 1889, garanta-lhe, por todo o tempo de sua vida, subsistência decente'. Ao mesmo tempo em que lembra o último imperador, faz surgir a figura do fundador do regime que pôs fim ao Império.


Casarão que foi a residência do Marechal Deodoro da Fonseca no Rio de Janeiro: mais uma "casa da república".

Quando lembramos que a residência de Deodoro também recebeu uma placa memorativa do seu ato proclamador, podemos imaginar que a elite política produzia os sítios históricos da República, vinculando-os às figuras públicas do novo regime. No caso de Benjamin Constant, nada melhor que a morte como convite à uma entronização que ultrapassou a demarcação física de sua residência como um lugar histórico, gerando a primeira iniciativa museológica da República brasileira.

Aspecto da Casa de Bernardina.
Entretanto, a casa ainda esperaria muito até que fosse transformada em museu. A família permaneceu morando na chácara e uma parte do terreno foi desmembrada para uso particular de Bernardina Constant Serejo e João de Albuquerque Serejo. Nesta área foi construída a segunda residência da chácara, conhecida hoje como Casa de Bernardina.

Em 1958 o General Pery Constant Beviláqua, bisneto de Benjamin Constant, solicitou o SPHAN uma intervenção no imóvel, que se encontrava em ruínas. Araci Constant, filha mais nova de Benjamin, morou na casa até 1961. Prontamente o SPHAN começou os estudos e tombou a casa como patrimônio histórico nacional, com um parecer favorável de Carlos Drummond de Andrade (então funcionário da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - SPHAN).


Drummond, à direita, em 1951 - época em que trabalhou no SPHAN -
junto com o presidente do órgão, Rodrigo de Mello Franco.
Vale registrar que para Drummond de Andrade seria desnecessária a pesquisa e justificativa para o tombamento, já que a historicidade da casa foi estabelecida pela Carta de 1891, restando ao SPHAN inscrever o imóvel no Livro de Tombo e produzir documentação fotográfica do imóvel para compor o arquivo da Seção Histórica.

Sugestivamente, a morte de Benjamin – sua passagem da dimensão física para a mítica – marca o imóvel: o objeto do tombamento é chamado de “casa onde faleceu Benjamin Constant” (grifo atual) Portanto, o processo de tombamento da casa foi um desdobramento histórico da construção de Benjamin Constant como o Fundador da República
"

As próximas etapas desta pesquisa sobre a formação de nosso museu casa se prolongam de 1958 a 1982 - 4ª fase, período de montagem do museu propriamente dito - e de 1982 em diante - 5ª fase, com o museu já aberto. Aguarde que vem muito mais história por aí...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

História: como foi criado o Museu Casa de Benjamin Constant? - 2ª parte

Foto antiga com a vista de  nosso caramanchão que encantou Benjamin Constant.

Indo de 1890 a 1891, a 2ª Fase de nosso museu casa começa com Benjamin Constant elegendo-a para aluguel. Veja a continuação do texto de Marcos Felipe de Brum Lopes, nosso historiador:

"Como diretor do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, Benjamin Constant residia na escola (localizada no então "Campo da Aclamação", atual Campo de Santana). Após a proclamação da República e sua participação no Governo Provisório como Ministro da Guerra e, depois, da Instrução Pública, mudou-se para Santa Teresa. Provavelmente, procurou o bairro pelos seus benefícios à saúde: ar puro, clima mais ameno e bastante verde. O professor sofria de complicações hepáticas por conta da malária que contraíra na Guerra do Paraguai.

Segundo o diário de sua filha Bernardina, a família residiu primeiramente em outra casa do bairro e, depois, na chácara da rua Monte Alegre. Esta foi alugada por Benjamin que, sem mesmo observar cuidadosamente a casa, afirmou: “fico com ela”. A localização da propriedade, com uma vista aberta à baía de Guanabara, cativou-o desde o princípio.
 

O Escritório de Benjamin Constant.
Ampla e arejada, a casa oferecia o que Benjamin procurava: espaço para a família, tranquilidade e um ambiente salutar. Organizou seu escritório de estudo e trabalho num dos cômodos logo na entrada da residência, com biblioteca e mesa-gabinete. A sala de visitas era ideal para as reuniões que faziam parte do seu cotidiano de ministro.

Entretanto, Benjamin viveria pouco no local. Seus problemas de saúde agravavam-se e, em janeiro de 1891, falecia Benjamin Constant em sua residência, onde foi velado.
"

Entre 1891 e 1958 - período em que consideramos ser a terceira fase de nosso museu casa, a família de Benjamin Constant a ocupa em usufruto. Leia abaixo como foi o início desta fase:

D. Maria Joaquina, viúva de Benjamin Constant, com sua filha Aracy e seus netos na varanda da casa.
"Com o falecimento de Benjamin Constant, a casa passa a ser usufruto da viúva e dos filhos do casal, que não tinham condições de mantê-la. Por isso o governo republicano adquiriu a chácara, pagando 100 contos de réis ao proprietário Antônio Moreira dos Santos Costa e a transformando em próprio nacional. A transação foi feita em cumprimento do artigo 8º das disposições transitórias da Constituição de 1891, a primeira da era republicana, mas necessitou ainda do decreto legislativo nº6 de 29 de agosto de 1891, que autorizou a compra.

Além do objetivo prático de garantir o bem estar da família enlutada, a compra da casa de Benjamin Constant também fez parte da entronização do Fundador da República no rol de heróis nacionais. Sua morte e elevação à figura de apelo público marcou toda a trajetória da casa a partir de então como por exemplo, na época de seu tombamento
."

Observamos que a 2ª Fase da casa foi um período que determinou seu destino: aqui Benjamin Constant, morou, viveu e morreu. Observa-se também os longos anos em que a casa esteve em posse da família, ainda distante de se tornar o que é atualmente.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

História: como foi criado o Museu Casa de Benjamin Constant? - 1ª parte



Considerado "A Primeira Casa da República", por diversas razões (veja post a respeito), o processo de criação de nosso museu vem sendo pesquisado neste momento de modo que conheçamos bem a história da casa onde ele foi estabelecido.

Como esta pesquisa será longa, vamos divulgar uma parte do que já foi apurado, devendo haver, posteriormente, alterações e adição de novas informações. Nesta primeira nota, você confere um extrato de um texto de Marcos Felipe de Brum Lopes, sobre como tal pesquisa está sendo estruturada e um pouco da chamada "1ª Fase" da casa histórica.

O Convento de Santa Teresa.
"O Museu Casa de Benjamin Constant está localizado no bairro histórico de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. O museu não é somente uma casa, e sim uma chácara típica do século XIX, com generosa área verde, um caramanchão e duas edificações principais: a casa histórica onde morou e faleceu Benjamin Constant Botelho de Magalhães e a casa de Bernardina, uma das filhas do patrono, na qual atualmente está instalada a sede administrativa do museu.

Podemos dizer que a chácara teve cinco fases distintas ao longo da sua trajetória: a primeira vai da década de 1860, quando foi construída, até 1890, quando Benjamin Constant a alugou. A segunda fase, bem curta, corresponde ao tempo em que Benjamin nela residiu, entre 1890 e sua morte, em 1891. A terceira fase vai de 1891 até 1958, período no qual a propriedade permaneceu em usufruto da família de Benjamin Constant. A quarta fase corresponde aos esforços de algumas pessoas e instituições para transformar a casa em museu, entre 1958 e 1982. Finalmente, em 1982 a chácara abre suas portas ao público, agora como museu casa.

No que chamamos de a "1ª Fase" de nosso museu casa (período de 1860 a 1890), a região onde a chácara está situada se chamava morro de Nossa Senhora do Desterro e só depois passou a se chamar Santa Teresa, em função do convento com o mesmo nome, construído em 1750, a mando do governador Gomes Freire de Andrade. Santa Teresa era um bairro de chácaras das classes abastadas do Rio de Janeiro, residencial, porém rural. Nessas chácaras, criavam-se animais e plantavam-se víveres. Não raro, Santa Teresa era procurada por aqueles que buscavam um lugar mais saudável para morar, motivo que levou o próprio Benjamin Constant a residir no bairro.




Modelo de bonde puxado a burro, o primeiro a circular pelo bairro.

Os acessos eram poucos nos séculos XVII e XVIII. Apenas no século XIX, quando algumas propriedades foram desmembradas, é que se abriram ruas e vias em Santa Teresa. Nesse tempo, o transporte era feito através de liteiras, em ombros de escravos, ou veículos de tração animal. No II Reinado, em 1856, o Governo Imperial autorizou a instalação de bondes de tração animal, que circulavam sobre trilhos de ferro. Esse transporte começa a funcionar mesmo em 1859 e, no final do século XIX, passaram a conviver com os bondes elétricos.

A casa da chácara onde viveria Benjamin foi construída por volta de 1860, em estilo neoclássico, com jardim e belvedere, caramanchão e porão. O primeiro proprietário chamava-se Antônio Moreira dos Santos Costa. As casas de chácara situavam-se em torno do núcleo urbano e contavam, muita vezes, com senzala, jardim, horta, pomar, chiqueiro, estrebaria, cocheira e abastecimento próprio de água. Eram mais confortáveis que os sobrados urbanos e, por isso, preferidas pelas classes mais abastadas.
"

No próximo post desta série, você lerá sobre a 2ª, e um pouco sobre a 3ª fase de nosso museu casa, correspondentes ao período que Benjamin Constant habitou-a e ao período imediatamente posterior a seu falecimento. Aguarde!