sexta-feira, 26 de junho de 2015

Jornada Técnica de Preservação e Conservação

O convite para a 19ª Jornada Técnica do Museu Histórico do Exército.


Seguindo a tradição de todos os anos, o Museu Histórico do Exército - em parceria com a sociedade museológica da cidade - realizou, no último dia 23 de junho, sua 19ª Jornada Técnica. Neste ano os temas abordados foram a preservação e conservação de acervos museais e nosso museu foi convidado a participar, demonstrando como são executadas as rotinas ligadas a estas atividades em nosso museu casa. Nossa diretora, a museóloga Elaine Carrilho proferiu palestra sobre o assunto no auditório do Forte de Copacabana, que atraiu profissionais e estudantes da área.

Elaine Carrilho, durante palestra no auditório do Forte de Copacabana.


O tema da palestra não poderia ser outro: "A Reserva Técnica do Museu Casa de Benjamin Constant - um estudo de caso", a qual apresentou particularidades de nossos acervos documental, bibliográfico e museológico, como é feita a guarda e a higienização dos itens envolvidos, sem esquecer de mostrar os estudos e trabalhos que vêm sendo feitos no sentido de tratar e acondicionar a Reserva Técnica. Desde a organização para abertura do Museu Benjamin Constant, no início da década de 80, as peças de menor tamanho não expostas, são guardadas dentro do mobiliário em exposição, mantendo-se para isso os devidos cuidados e medidas de segurança.

O evento foi dos melhores, prestigiado também por nossos mediadores que aproveitaram para adquirir um conhecimento maior sobre a face técnica museal de nossa entidade. A diretora Elaine Carrilho foi agraciada com a medalha comemorativa de 100 anos do Forte de Copacabana (comemorados em 2014). O público presente deu um retorno muito positivo sobre as palestras que foram proferidas por museólogos, restauradores, conservadores, estudiosos, entre outros, e renovou discussões em torno de assuntos vitais para museus, casas históricas e espaços culturais. Que venham outros momentos bons como este!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Mais um pouco sobre Alimentação Viva - receita de Suco de Clorofila

A lentilha comum e germinada: sementes como estas são a base da Alimentação Viva.


Continuando nosso último post, vamos falar mais um pouco sobre Alimentação Viva. Desta vez, um pequeno trecho que nos foi enviado por Carla Forster, instrutora formada pelo "Curso de Alimentação Viva" do Projeto Terrapia. Confira:

"Segue a descrição do alimento vivo:

Na alimentação viva, os alimentos são consumidos in natura, porque o processo de cozimento destrói grande parte dos seus nutrientes, tornando-os desvitalizados, ao contrario do alimento in natura que é rico em minerais, enzimas e vitaminas.

A base da alimentação viva é a semente germinada pois ao germinar a semente está no seu momento de maior vitalidade, proporcionando uma alimentação mais rica e de mais saciedade.


Verduras e legumes crus compõem a classe dos alimentos ditos "vivos".



Atualmente, a grande maioria do que ingerimos são alimentos desvitalizados, gordurosos e extremamente calóricos, contendo apenas 'calorias vazias'. Esse tipo de alimento só tem valor energético, mais nada. Consumindo estritamente alimentos desvitalizados, automaticamente, nosso corpo também se tornara fraco, doente e sem vida.

A Alimentação Viva busca nos reconectar à natureza, fonte primordial de alimentos. Ao reduzir o consumo de alimentos cozidos, processados, ricos em pesticidas, conservantes, açúcares e gorduras, diminuímos o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.
"

Quintessência da Alimentação Viva, o Suco de Clorofila deve ser
preparado com todos os cuidados preconizados por este tipo de dieta.

O Suco de Clorofila é considerado o verdadeiro "carro chefe" da Alimentação Viva. Na Internet você encontra muitas receitas dele, mas esta foi testada e aprovada por um dos centros de referência em alimentação viva. Confira:

SUCO DE CLOROFILA

Ingredientes:
2 maçãs
1 xícara de semente germinada
1 copo de liquidificador de folhas verdes aromáticas a gosto


Preparo:
Processe as maçãs no liquidificador. Extraia o sumo passando num coador de pano ou voal. Não coloque água, basta prensar a maçã com um pepino ou uma cenoura (biossocadores) para pressionar.
Devolva o sumo ao liquidificador e acrescente aos poucos as folhas verdes comestíveis como: grama de trigo — folha de abóbora — folha de batata-doce — couve — chicória - acelga — alface — agrião — hortelã — capim-limão ou outra que desejar.
Lembre-se que o objetivo é extrair o sumo verde, portanto você pode usar qualquer folha verde comestível que tiver em casa ou ainda as folhas comestíveis não cultivadas.
Acrescente a semente germinada. Coe novamente num coador de pano para retirar as fibras, pois desse modo a clorofila pode ser melhor absorvida.

Observações:
1 - Não substitua a maçã por outra fruta, pois elas interferem na absorção da clorofila. Se quiser, pode acrescentar legumes;
2 - As sementes germinadas de casca dura (muita celulose) podem ser usadas nos sucos, pois serão coadas ao final. Por exemplo: girassol, arroz e aveia com casca, painço, alpiste etc...

DICAS de PLANTAS AROMÁTICAS PARA USAR NO SUCO (em pequena quantidade):
ALECRIM (Família Labiatae) - Rosmarinus officinalis L.
ALFAVACÃO ou ALFAVACA CRAVO (Família Labitae) - Ocimum gratissimum L.
BASILICÃO (Família Labiatae) - Ocimum basilicum
CAPIM LIMÃO (Família Gramineae) - Cymbopogon citratus L. (DC) Stapf
CIDREIRA (Família Laminaceae) - Melissa officinalis L.
CIDREIRA de arbusto ou brava (Família Verbenaceae) - Lippia alba (Mill) N.E.Br.
ERVA DOCE (Família Umbelliferae - Apiaceae) - Foeniculum vulgare
ESTEVIA (Família Asteracea) - Stevia rebaudiana (Bertoni) Bertoni
FOLHA DE EUCALIPTO (Família Myrtaceae) - Eucalyptus globulus Labill
FOLHA DE LIMÃO (Família Rutaceae) - Citrus limon (L.) Burmf
HORTELÃ (Família Labiatae) - Mentha arvensis pulegium L.Mentha x villosa Huds
HORTELÃ PIMENTA (Família Laminacea) - Plectranthus amboinicus (Lour.) Spreng
MANJERICÃO (Família Labiatae) - Ocimum selloi Benth
MANJERONA (Família Labiatae) - Origanum majorana
ORÉGANO (Família Laminaceae) - Origanum vulgare L.
SALSA (Família Umbelliferae) - Petroselinum crispum (Mill.) A.W. Hill
SALVIA (Família Labiatae) - Salvia officinalis L.
TOMILHO (Família Labiatae) - Thymus vulgaris L.



NOTA
A instrutora de Alimentação Viva Carla Forster oferece os seguintes serviços: 
. Oficinas de Alimentação Viva Individuais ou em Grupo, Atendimento Personalizado;
. Apresentação da Alimentação Viva;
. Oficina de Suco de Clorofila/Germinação;
. Preparação de doces e tortas vivas sob encomenda para eventos.
Contato: carlasforster@hotmail.com - (21) 9 8884-6400

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Um pouco sobre Alimentação Viva

Lembrando do evento da Semana de Museus deste ano - sobre o qual você lê aqui - trazemos um pequeno vídeo gravado com os instrutores do Terrapia - Carla Forster e Messias Vital - sobre Alimentação Viva. Assista:



Só para complementar, pode-se dizer, em linguagem corriqueira, que na Alimentação Viva, nada pode ser cozido, frito ou assado e todos os alimentos utilizados no preparo das receitas são de origem vegetal. "Alimento Vivo" é o que se consome quando se opta por este tipo de alimentação, baseada em sementes germinadas, brotos e vegetais crus. Mas, para fazer uso da Alimentação Viva de verdade, é necessário realizar uma ampla reflexão sobre seu estilo de vida e seu envolvimento com os cuidados ambientais, entendendo que o ser humano é integrante da "rede da vida", e não apenas um ser que precisa se alimentar para viver. Ou seja: além de repensar o que se come, também se repensa o modo como se vive, o dia a dia que se leva, a forma como se pensa. Trata-se enfim de uma verdadeira filosofia de bem viver, que não se restringe apenas aos alimentos que consumimos.

No evento em nosso parque, Carla Forster e Messias Vital prepararam na hora
docinhos vivos com sementes germinadas e suco de clorofila: uma delícia!

O Terrapia é um projeto que nasceu dentro da FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz , aqui no Rio de Janeiro, e hoje já se tornou uma associação praticamente autônoma. Eles se definem como "uma associação criada e composta pelos próprios usuários, constituída legalmente como 'Associação Terrapia' ", que conta com o apoio fundamental e voluntário da idealizadora do projeto, Dra. Maria Luiza Branco Nogueira da Silva.

Hoje um espaço de referência em Alimentação Viva, o Terrapia desenvolve, através de práticas cotidianas, uma culinária brasileira sem cozinhar os alimentos e um modo de olhar o próprio corpo como ecossistema e meio de participação na preservação ambiental. São inúmeras atividades voltadas para este tipo de dieta, recebendo e orientando novos integrantes, visitantes e estagiários em oficinas, cursos e vivências, e na participação em eventos, convênios e parcerias.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Dia Mundial do Meio Ambiente: vamos aproveitar o verde do Rio de Janeiro?

Pesquisa: Ariana Santos e Paulo Ribeiro
 Técnicos em turismo

A Estrada das Paineiras, que leva até o Cristo Redentor, tem diversas quedas d´água como a da imagem.

Comemorado no último dia 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente tem raízes históricas: no mesmo dia, no ano de 1972, na Suécia, foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, mais conhecida como “Conferência de Estocolmo”. Nela foram estabelecidas diretrizes e ações para que houvesse um maior cuidado com a natureza terrestre, já bastante ameaçada então. Já falamos aqui sobre a necessidade de tomarmos atitudes para preservar o meio ambiente, tocando em assuntos como sustentabilidade, reciclagem, reuso, etc. Mas nesse post vamos dar algumas dicas para sair por aí curtindo áreas verdes da nossa cidade.

A belíssima Cachoeira das Almas fica bem dentro do
Parque da Tijuca: um dos maiores parques urbanos do mundo.
Clique para ver maior.


Nosso museu, nosso bairro - Santa Teresa - e nossa cidade são muito “conectados ao verde”, possuindo muitos parques com espaços de convivência, trilhas, caminhos, jardins e até cachoeiras a serem visitados. Um deles é a Estrada das Paineiras, que serve de caminho para um dos monumentos mais conhecidos do mundo: o Cristo Redentor. Contando com uma linda vista da cidade, a trilha das paineiras é uma ótima oportunidade para se exercitar e, ao mesmo tempo, respirar o ar puro da floresta, aproveitar algumas quedas d’água – tanto por sua beleza quanto pelo prazer que um banho nessas águas proporciona – além de usufruir das belezas da fauna e da flora pelo caminho. O trajeto exige médio esforço e dura em torno de 45 minutos, podendo ser feito a pé ou de bicicleta.

No Parque do Flamengo grupos realizam caminhadas, passeios de bicicleta,
partidas de vôlei, basquete, tênis e futebol, e uma série de outros
esportes, à beira mar e em meio ao verde.


Para quem não está muito acostumado a caminhadas como esta, dentro do Parque Nacional da Tijuca é possível fazer uma pequena trilha até a “Cachoeira das Almas”, que possui poucas subidas e um visual maravilhoso da Mata Atlântica ao redor.

Lagos e remansos convidativos à contemplação são um dos
destaques do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Clique para ver maior.

No Parque Lage funciona a Escola de Artes Visuais: uma das melhores da cidade.
Clique para ver maior.

Mas se você não estiver com disposição para uma caminhada, também pode aproveitar belos visuais e ar puro visitando locais como o Parque Lage e o Jardim Botânico (ambos localizados no bairro do Jardim Botânico), a Quinta da Boa Vista, (que fica no bairro de São Cristóvão e que se trata nada menos que “os jardins” do antigo Palácio Imperial, atualmente conhecido como Palácio de São Cristóvão, onde funciona o Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia), e ainda o Parque do Flamengo (localizado no bairro de mesmo nome), que são ótimos para que as crianças andem livres, ou com seus brinquedos, para contemplar a natureza abundante do entorno, para a prática de caminhadas leves e de alguns esportes, e até mesmo para fazer um belo piquenique com a família e amigos. Todos possuem espaços que permitem uma ou outra dessas atividades, alguns oferecem quiosques e espaços de alimentação e atrações extras das melhores, como viveiro de plantas – caso do Jardim Botânico – quadras poliesportivas – no Aterro do Flamengo – e até o Jardim Zoológico, que fica dentro da Quinta da Boa Vista.


A natureza e a Baía da Guanabara vista de uma das trilhas de nosso Museu.
Clique para ver maior.

Nosso museu também não poderia ficar de fora desses trajetos ecológicos. Temos uma trilha leve que percorre a parte superior de nosso parque em meio a diversas espécies de árvores, inclusive frutíferas, visadas interessantes para o os bairros da Tijuca, Rio Comprido, para o centro da cidade e também para o casario histórico de Santa Teresa. Essa caminhada muitas vezes pode ser acompanhada por animais e aves silvestres da região com direito a um espaço de descanso em nosso mirante, voltado para a Baía de Guanabara. Venha conferir!

Fonte das imagens: Internet

ATENÇÃO: 
Bonita por natureza, a cidade do Rio de Janeiro encanta qualquer um, mas trata-se de uma metrópole cheia de problemas, inclusive os de SEGURANÇA. Por este motivo, ao se dirigir a um parque ou uma área com menos gente, atente para sua segurança. Para seu conforto, nosso parque dispõe de serviço de vigilância própria interna.