quinta-feira, 28 de abril de 2016

O Dia Internacional da Terra - 22 de abril

A bandeira/símbolo - ainda não oficial - do Dia da Terra.

Assim como publicamos aqui uma nota sobre o Dia Mundial da Água, registramos agora a passagem do Dia da Terra, no último dia 22 de abril. Proposto pelo senador norte americano (e ativista ambiental), Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970, visava gerar conhecimento sobre os problemas de desequilíbrio ecológico, de conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger nosso planeta natal.

Durante a primeira manifestação, o Senador Nelson tentou criar uma agenda ambiental. Neste dia, duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades dos Estados Unidos fizeram pressão sobre seu governo, que acabou por criar a Agência de Proteção Ambiental - Environmental Protection Agency - além de uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente. Dois anos depois, aconteceu a Primeira Conferência Internacional sobre o Meio Ambiente - também conhecida como "Conferência de Estocolmo", de que já falamos aqui - agora com o objetivo maior de sensibilizar os líderes mundiais sobre a ameaça que representam os diversos problemas ambientais pelos quais passamos.

O parque de nosso museu: um pequeno ecossistema que nos mostra, dia a dia,
a importância da preservação ambiental.

Mas, é importante que se diga, que o Dia da Terra é uma festa que pertence às pessoas, e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, nem tampouco está relacionada a reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas. O ideário dos ativistas que o abraçam sempre se refere à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, da educação ambiental e da presença no mundo como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis. Neste dia, todos são convidados a participar de atividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.

Os grupos de ambientalistas reservam este dia como um bom momento para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, da água e dos solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Também é o dia em que se pensa em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas, se valendo do incentivo à reciclagem de materiais manufaturados, à preservação de recursos naturais - até mesmo o petróleo e a energia - à proibição de utilizar produtos químicos danosos, ao fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e à proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão, este é o Dia da Terra.

Biodiversidade: conjunto de todas as espécies de seres vivos existentes
em determinada região ou época. Mantê-la, é manter a "mãe Terra".

No ano de 2009, a Organização das Nações Unidas - ONU reconheceu o dia, e o definiu como o "Dia Internacional da Mãe Terra".

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Tiradentes, heroi da República

No último mês de novembro, em pleno dia 15, Proclamação da República, tivemos o prazer de receber em nosso parque o grupo "História Através da Música" que fez uma leitura dramatizada de seu espetáculo "República - Era de Heróis". Desta apresentação, muito ficou. Revelamos agora um fragmento, ressaltando a história de Tiradentes, cuja lembrança se faz a cada dia 21 de abril, data de sua morte por enforcamento, por ordens de D. Maria I, rainha de Portugal (mãe de D. João VI), tendo em vista ter sido apontado como o líder do levante que se chamou "Inconfidência Mineira": incidente tramado na cidade de Vila Rica (hoje, Ouro Preto), quando um grupo de jovens pensava em declarar a independência do Brasil de Portugal. O historiador Romney Lima, que faz parte do grupo musical, criou um roteiro que mostra como Joaquim José da Silva Xavier, de esquecido traidor da coroa, passa a exaltado heroi do país cuja República estava para começar. Veja o vídeo abaixo:


Em seguida, o ator Gustavo Arthiddoro se apresenta como Tiradentes e explica um pouco de sua história e legado. Ao final, o grupo canta "Exaltação à Tiradentes", samba enredo de 1949 da Escola de Samba carioca Império Serrano. Assista:


(Fala de Tiradentes)
"Os senhores devem estar se perguntando o que é que um personagem como Tiradentes faz num evento no Museu Casa de Benjamim Constant, no dia da República... achei que fosse oportuno fazer um esclarecimento: foi só na República que eu me tornei um herói. Antes, nem a minha morte por enforcamento, que é uma morte trágica, bonita, não teve tanta repercussão. Foram os primeiros militares da República que viram na patente do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, um símbolo que lhes serviria perfeitamente para agregar adeptos. Foi assim que passados exatos 100 anos depois da minha morte eu virei feriado nacional, fui pintado em quadros por grandes pintores, como um Mártir, inclusive de barba lembrando Jesus Cristo, embora eu tenha sido enforcado de cabelo e barba raspado como convém ao protocolo de um bom enforcamento".

(Ele abre um livro com os autos de sua sentença)
Rio de Janeiro, 19 de abril de 1792. Acordam em relação aos Juízes da Alçada, etc, etc... Mostra-se que entre os chefes e cabeças da conjuração, o primeiro que suscitou as ideias de República foi o réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, etc, etc... Portanto condenam o réu a que, com baraço e pregão, seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, onde no lugar mais público será pregada em poste alto, até que o tempo a consuma; e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregado em postes pelo caminho de Minas, no sítio da Varginha e das Cebolas, onde o réu teve as suas infames práticas, e os mais nos sítios de maiores povoações, até que o tempo também os consuma; declaram o réu infame, e seus filhos e netos tendo-os, e os seus bens aplicam para o fisco e Câmara real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique”.

Clique aqui e veja como foi o evento

Leia mais sobre o grupo "História Através da Música" 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Uma preciosidade!

O "zoom" na peça, que despertou a curiosidade dos participantes da Museum Week já na sexta feira à tarde.

Dentre as peças de nosso acervo museológico destacadas por ocasião da "Museum Week" - evento virtual sobre o qual falamos aqui e aqui - no sábado, dia em que a 'hashtag "#zoomMW" foi utilizada para chamar a atenção para detalhes e histórias de nosso museu, chamou a atenção de muita gente este lindo objeto em metal pintado: trata-se de um porta canetas em forma de galho com vários passarinhos pousados sobre o mesmo. A peça está exposta em nossa casa histórica na sala reservada ao escritório de Benjamin Constant.

Delicado e muito bonito, o porta canetas que fica sobre a mesa de BC
sempre chama a atenção dos visitantes de nosso museu casa.
Clique para ver maior.
Doado ao acervo museal pela família de nosso patrono em 1960, o porta canetas é de fabricação do século XIX, mas não se comprovou até o momento uma ligação clara do mesmo com a figura de BC, sendo apenas - por enquanto - um objeto de composição do ambiente. Mesmo assim, vale a pena observar o apuro de seu fabrico e sua delicadeza, tão próprias de uma época quando qualquer pequeno utilitário era valorizado por lindos trabalhos decorativos - às vezes feitos artesãos especializados em um determinado material - com o intuito de transformar estas peças em verdadeiras obras de arte. Podemos afirmar que esta é uma delas.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Admirável mundo virtual

Perspectiva de projeto com nova expografia para nosso Museu Casa exibida na Museum Week #future

Conforme anunciamos aqui, neste ano tomamos parte da Museum Week, evento virtual que aconteceu no Twitter entre os dias 28/03 e 3/04/2016. Foi uma semana das mais interessantes e por isso voltamos ao assunto agora.

Nosso Museu aparece em destaque nas estatísticas de participação de
instituições brasileiras na Museum Week 2016 - Fonte: www.museumweek2016.org
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Instituída pela rede social que permite aos usuários enviar e receber atualizações pessoais de outros contatos em textos de até 140 caracteres - também chamada de microblogging - o Twitter propiciou um excelente espaço para divulgação de 3.500 museus e centros culturais de todo o mundo, sem esquecer dos novos contatos e trocas que aconteceram durante o evento. Foi notável a participação de várias instituições brasileiras que possuem belos trabalhos em diversos temas. Os grandes museus internacionais também estiveram presentes com suas peças de arte que são verdadeiros patrimônios da humanidade, além de uma expertise sem par. Mas foi, antes de tudo, um momento de descobertas, de mostrar o que cada um faz, com holofotes para todos os tipos de trabalhos.

O cotidiano e o "por trás das câmeras" de cada um dos participantes foi bem evidenciado e deu gosto ver como algumas coisas acontecem dentro de vários equipamentos culturais: a conservação das peças de arte de séculos atrás, a pesquisa - viva - dos museus de ciências - o ofício de contar a história de um povo, país ou região para as novas gerações. Cada um com seu "show" e sua forma de ser, mostraram o que de melhor possuem para o público virtual.

Na página oficial do evento é possível ver nossos tweets durante a semana
além das estatísticas de participação/interação.
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Para nossa surpresa, além do aumento do conhecimento sobre o museu de quem já nos "segue" nesta mídia, houve quase 130 novas adesões - ou seja, muita gente se interessou pelo que contamos e mostramos, passando a seguir nosso perfil - e cerca de 160 "curtidas", só no Twitter, sem contar as interações em nossa página no Facebook. Além disso, é inegável a qualidade das interseções e contatos feitos com outras instituições, brasileiras e de todo o mundo: os "retweets" (repetição de um tweet feito por uma outra pessoa/perfil), nos proporcionaram uma visibilidade das melhores. Foi bom começar a ser conhecido em outras cidades do país e do mundo - pois todas as interações foram feitas também em inglês - e também foi muito bom conhecer novos colegas do ofício museal.

Foi de fato um grande encontro virtual que, a nosso ver, só tende a crescer em importância e números, reduzindo distâncias não apenas físicas, mas também em quantidade de visitas e da própria disseminação do conhecimento através da internet. É como se um enorme "megafone virtual" fosse disponibilizado a todos os museus do mundo e, a partir disso, as histórias e o patrimônio de cada um deles estivesse ao alcance de um simples clique.

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